As mulheres e a bicicleta

Essa semana inciaram algumas palestras sobre a vida com a bicicleta. Fui em uma dessas palestras com o tema de mulheres e bicicleta, já tinha a sensibilidade das necessidades diferentes das mulheres, mas ao mesmo tempo com essa palestra vi que não é bem assim.

As palestras aconteceram na Casa das Rosas, um antigo casarão em São Paulo, nunca tinha ido até lá e achei muito bonito e conservado. Estavamos em uma sala não muito grande, talvez não acreditassem na repercussão do tema, mas a sala ficou cheia, com algumas pessoas sentadas até no chão.

As palestrantes da noite

A primeira palestra foi do Ciclo-femini, um grupo criado por mulheres especializado em treinamentos para mulheres que queiram aprender a andar em trilhas, aprender a andar no trânsito e até mesmo para aquelas que não sabem andar de bike. Achei muito interessante só que pra um grupo reduzido.

Logo após veio a palestra da Aline do Pedalinas (já mostrei bastante coisas sobre este grupo aqui no blog), ela já vinha com uma vivência mais urbana, e muito mais do faça com o que você tem nas mãos, e também com um conceito muito bacana de não segregar tanto por classe social, afinal isso é o que junta os ciclistas, e no grupo independente da bike que você vá ou de quanto você tenha nos bolsos, você vai ser tratada de forma igual e participar das mesmas atividades.

Um outro ponto bacana, foi a visão sobre ciclismo urbano, porque o Ciclo-Femini foca mais no esporte como forma de transpor barreiras, já a Aline mostrou que temos as mesmas barreiras no ciclismo urbano, seja por ser o seu transporte diário, ou por você ter que aprender a realizar uma manutenção básica na bicicleta.

E também tivemos a presença de especialistas da Shimano, foi bem legal saber que existem empresas focadas em dar atenção especial para mulheres, porque no fundo, sim elas tem necessidades diferentes das dos homens, mas não por serem frageis, longe disso, mas pelo corpo funcionar de uma jeito diferente. 

Já que faltava uma polêmica, o especialista tocou no assunto uso de capacete, o que causou uma grande divergência de opiniões, todas embasadas em pensamentos e acontecimentos, mas no fim uma coisa ficou clara, o que precisamos é de respeito as opiniões.

Espero por mais palestras essa semana, pois é muito bom ouvir e compartilhar experiências com outras pessoas, sejam elas ciclistas ou não.

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Qual pneu eu uso?

Percebi que muita gente reclama do pneu que esta usando na bike atualmente, sempre fala que o pneu segura de mais, ou que derrapa fácil, mas será que você esta usando o pneu certo pro percurso que faz?

Pneu Mountain Bike

Aqui no blog sempre trato de mobilidade urbana, até porque só pratico essa modalidade, tenho vontade de fazer trilhas, mas ainda não tive coragem e oportunidade, e tem uma outra coisa que pesa pra eu fazer isso, meus pneus. Quando era mais novo tive uma bike tipo cross da Monark, aro 20, e tinha pneus com cravos, normalmente pra se usar em terreno de terra, e percebia que a bike não andava tudo que ela poderia, e sempre pegava mais velocidade ouvia aquele zumbido, nem imaginava o que era. Troquei os pneus pelos tais pneus “slick”, e senti que a bike andava bem mais, porém qualquer chuva eu escorregava como se estivesse andando em sabão.

Pneu Slick

Quando voltei a andar de bike comprei uma aro 26, estilão mountain bike, e com pneu de mountain bike. Pro meu uso, que era só lazer, estava ótimo, não sentia necessidade de mudar nada, até que conheci quem realmente usava a bike como transporte. Primeira coisa que disseram que estava errado na bike eram os pneus, e me explicaram que os cravos geravam mais atrito no solo, o que dificultava da bike atingir uma velocidade maior e deixa uma impressão de peso, realmente eu sentia isso. Um outro ponto era o perigo em curvas, afinal os cravos laterais eram para cravar no solo de terra, barro, pedras, e segurar, mas no asfalto o efeito é o contrário, o cravo dobra e jogo você para o lado.

Pneu street

Passou um tempo e depois de algumas pesquisas cheguei aos pneus street, são pneus como o nome já diz feito para ruas, para o asfalto. Estes pneus tem cravos bem baixos, o pneus chega quase a ser liso, mas com essa leve aderência ao solo, maior do que os slick. Hoje é desse pneu que uso, realmente acho o mais interessante para asfalto, porém nas chuvas não tem jeito, o cuidado tem que ser redobrado, principalmente em faixas de pedestre ou em lugares com areia.

Existem outros tipos de pneus, com cravos médios, com textura, com sucos maiores e menores, e também existe a questão da largura. A largura remete muito a velocidade aplicada, um pneu mais estreito tem menos contato com o solo, tornando a bike mais rápida, porém um pneu mais estreito tem menos ponto de apoio, o que torna a bike não tão fácil de equilibrar, por isso sempre vemos bikes de manobra ou downhill(ciclismo extremo) com pneus bem largos, parecidos com os de moto.

Pneu híbrido

E também existem os pneus hibridos, particularmente conheço pouco sobre eles, normalmente o meio do pneus é liso ou texturizado e as laterais possuem cravos. Não sei determinar o melhor uso para este pneu.

Então escolha o seu pneu de acordo com o seu uso, com certeza isso vai te ajudar nas suas aventuras.

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Por que você ta na contramão?


Aproveitando meu último post, vou falar sobre andar de bicicleta na contramão uma prática bem perigosa. Sempre que andamos de bike por aí, acabamos encontrando com algum ciclista se arriscando ao nosso encontro, mas será que ele esta certo?

Vamos colocar algumas situações pra tentarmos imaginar, você esta pedalando na contramão em uma avenida movimentada, a cada carro que passa ao seu lado é um susto, se for próximo a uma curva então, o motorista só vai te ver muito em cima, e pensando na pior situação o carro vai colidir de frente com você, a sua força pra se movimentar indo de encontro a força do carro. Realmente não será muito legal, e sim existem estudos que mostram que uma colisão frontal é quase certeza de uma vitima fatal, enquanto as colisões traseiras são bem menos prováveis, já que o motorista terá visão do ciclista se locomovendo.

Outra coisa que é bem chata, é você estar andando na mão certa e um ciclista vir em sua direção pela mão errada, um dos dois terá que desviar e este um estará sujeito a um atropelamento, porque normalmente vai mais para o meio da rua.

Ciclista correndo riscos

Mas não vou ser hipócrita, as vezes corto sim caminho pela contramão, porém em ruas mais residenciais, sem muito movimento, não que seja o certo, mas pode ser que mesmo do jeito errado eu corra menos riscos que do jeito certo. O que vale de verdade é o bom senso, e cabe a nós ciclistas educarmos os outros ciclistas quanto a melhor forma e a forma mais segura de se locomover.

Muitos ciclistas andam na contramão simplesmente por ter visto outros andarem dessa forma, ou por acharem que terão mais atenção do motorista, o que não é verdade, um ciclista andando na mão correta utilizando refletores (ou luzes a noite), com roupas mais claras, dão muito mais visão ao motorista, e claro você utilizando a bike como um transporte, gera mais respeito.

Então da próxima vez que for andar de bike lembre-se ou tente, vá pela mão correta e sem necessidade de ficar olhando pra trás o tempo todo, preste atenção no que vem a sua frente. Caso ainda tenha receio ou achar que faltam dicas procure um bike anjo (http://bikeanjo.wordpress.com).

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Não anda na calçada mano!

Você esta lá no meio da Av. Paulista, quando passa um “monstrorista” lambendo você e grita “Vai pra calçada, vacilão!”. Quem anda de bike sabe que isso é um tanto comum, mas e ai, você realmente vai pra calçada?

Pedestre não tem que se espremer na calçada. Vai pra rua ciclista!

Acho que os que já estão acostumados com o trânsito caótico, e ao mesmo tempo delicioso de São Paulo vão permanecer seguindo o seu rumo, numa boa. Agora lembro dos novatos, claro todos já foram novatos de pedal, mas é nesse momento que os medos maiores acontecem. O ciclista já sente toda a pressão de estar desprotegido, estar mais lento (ta isso pode mudar), e de sentir que esta no lugar errado. Essa é a hora que você pensa “Será que eu não deveria estar na calçada mesmo?”, ou pior, “Será que eu deveria mesmo ter começado a usar a bike como transporte?”.

Eu digo pra você meu amigo que começou usar a bike agora, não, você não deveria estar na calçada, e muito menos ter desistido, afinal você não esta fazendo nada de errado, você provavelmente cansou de ser um escravo do trânsito e também quer uma vida mais saudável. Então continue persistindo com a bike, se continuar com muitas dificuldades, arrume alguém mais experiente pra fazer esse percurso com você. Já ouviu falar do bike anjo? (http://bikeanjo.wordpress.com) É um serviço gratuito, criado por um pessoal que não só quer usar a bike como transporte, mas quer que cada vez mais pessoas façam o mesmo. Essas pessoas náo cobram nada por isso, na verdade cobram sim, elas esperam que sua satisfação por usar a bike seja o seu pagamento, querem que sua persistência e sua atitude motivem outros como você também foi motivado.

Agora se quer tentar continuando sozinho, aqui vão umas poucas e boas dicas:

Não ande muito próximo a calçada, tente andar mais para o meio de uma faixa. Loucura? Não, não, só um aviso ao motorista que você faz parte do trânsito, e que se ele quiser te ultrapassar é melhor mudar de faixa.

Seja sempre visto. Use roupas coloridas, sinalize com as mãos ao mudar de faixa, e até mesmo suas intenções (entrar em uma rua, entrar na frente de um carro, e até ultrapassar aquele ônibus que parou no ponto) e a noite use refletores e luzes (principalmente a traseira).

Lembre-se sempre, as calçadas foram feitas para pedestres, imagine se você estivesse de carro, iria andar na calçada? Então já que quer usar a bike como transporte, realmente a use como transporte, respeite a sinalização, e mais que tudo, respeite a vida.

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Eu só queria um lugar pra deixar a bike

Depois do lançamento da Revista Bicicleta, sempre a acompanho, e lendo a última edição vi uma matéria sobre bicicletários e que na vi na cidade de Joinville foi criada uma lei para bicicletários. Agora todo empreendimento comercial deverá já constar em seu projeto bicicletários, e não é aquela coisinha pouca de sempre, a cada 10 vagas para carros, o espaço destinado para um carro deverá servir de bicicletário.

Bicicletários em São Paulo

Achei isso ótimo, pois só assim as pessoas começam a enxergar a bicicleta como transporte, e percebem que terão fácil acesso aos mesmos locais que costumam frequentar mesmo sem o carro. Mas por que essa lei não toma um âmbito nacional? Por que São Paulo que se gaba de ser a maior cidade do Brasil, e que sobe um prédio por dia praticamente, não usa essa mesma ideia?

Infelizmente ainda temos a visão que um carro é chique, e bicicleta quem usa é só pobre. Porém, como sempre lembro, na Europa isso já não é mais tabu.

O que falta de verdade é o incentivo do próprio governo, que não deve ser tão interessante quanto incentivar empresas automobilísticas a virem para o nosso país. E não digo de incentivos muito grandes, mas poderia começar como esse de Joinville, apenas disponibilizar, ou fazer que disponibilizem bicicletários, e bem feitos, por favor, não os paraciclos parafusados ao chão como os da Pr. Do Ciclista em São Paulo.

Paraciclo parafusado da Praça do Ciclista

Eu tenho certeza que se bicicletários fossem algo corriqueiro de se ver por aí, bicicletas também seriam. Ou por que não fazer com que estacionamentos tenham também que ter um espaço reservado para bicicletas? E se fosse um valor justo, não iriamos reclamar de pagar.

Então você que paga ipva, seguro e uma nota de estacionamento diário, lembre que poderia gastar bem menos e aproveitar sua vida bem mais em cima de uma bicicleta. Tente qualquer dia. =D

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Andar de bike também pode ser elegante!

Hoje cada vez mais vejo pessoas aderindo ao uso da bike como transporte, mas muitos ainda têm receio e preconceito ao mesmo tempo, tudo porque acham que não dá pra ir ao trabalho ou a um evento e chegar suado, ou pior não querem chegar fantasiados nos lugares. Mas será que você vai suar tanto assim? Ou será que você TEM que usar roupa de ciclismo?

Eu sempre via as pessoas vestindo aquelas roupas de ciclismo e achava engraçado, porque tudo aquilo? Conforme você vai andando de bike e aprendendo com as pessoas percebe que aquilo pode te ajudar bastante, uma bermuda acolchoada, uma camisa que seca mais rápido e não segura suor e assim vai, mas ao mesmo tempo descobri que com a sua roupa do dia a dia também da pra fazer bastante coisa. Eu particularmente gosto de pedalar de jeans, bermuda ou calça, tomando apenas o cuidado de dobrar a barra da calça tanto pra não sujar, tanto pra não prender na corrente.

Prendedor de barras, feito com camara de bike

Você também pode usar um prendedor de barras, ou fazer um, gastando pouquíssimo e obtendo uma coisa única. VEJA MAIS AQUI. No caso de camisetas, as regatas do tipo dryfit, ou mesmo uma regata comum podem quebrar um “galhão”.

Se até artista usa, porque você não?

Acho legal quando vejo pessoas com roupas comuns indo trabalhar ou até a lazer de bike, porque mostra que não necessariamente você precisa utilizar ou se fantasiar de ciclista, e pode parecer besteira, mas isso torna o ciclista mais seguro, porque o motorista não te enxerga como um ciclista “profissional” e acaba tomando mais cuidado.

Ah não poderia deixar de falar que isso é um estilo. Na Europa, o chamado cycle-chic como é chamado, é o máximo, você vê pessoas de todas as idades muito bem arrumadas, com uma bike simples e charmosa. Claro que lá a coisa é diferente, mas porque não trazer essa parte boa pra cá também?!

Existem empresas que percebendo esse nicho de mercado já produzem roupas aparentemente comuns, mas ajustadas para o ciclista urbano, tais como jeans acolchoados (adoraria um desses).

Calça jeans resistente a água e a vento

Aqui as duas marcas que só trabalham com esse tipo de produto

http://www.osloh.com/

http://www.swrvestore.com/

E pra celebrar todo esse clima de elegância e simplicidade, dia 19 de junho vai rolar o primeiro Tweet Ride em São Paulo. O evento nada mais é do que uma pedalada em trajes de época, roupas clássicas com um ar antigo, e lembrar que nesse tempo um dos transportes mais usados era a bicicleta.

Em Curitiba já rolou, dê uma olhada no vídeo e sinta-se lá.

Então lembre-se, dia 19 de junho pegue aquela roupa elegante da sua avó e do seu avô, e encontre o pessoal as 16hrs na frente do Teatro Municipal para celebrar esse futuro retorno (tem lugar mais perfeito pra isso).

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Bike elétrica, entrevista com Claudio Kerber

Hoje em dia não é muito difícil se deparar com uma bike elétrica rodando em São Paulo, mas quais serão suas vantagens? E as desvantagens?
Pouco tempo atrás conheci o Claudio Kerber (@oclaudiobr no twitter), ele é um maníaco por bikes dobráveis, muito pela facilidade que ela trás. Há alguns meses por motivos de saúde ele foi desaconselhado pelo médico a usar a bike como transporte, para não forçar. Logo ele comprou uma bike dobrável e elétrica pra suprir suas necessidades e continuar a fazer bem tanto para ele, quanto parar o meio ambiente.
Sendo assim resolvi perguntar algumas coisas pra ele, que já se tornou um usuário constante de bike elétrica. Aproveite as questões pra sanar algumas dúvidas e curiosidades =).

Claudio fantasiado de ciclista urbano

PARACICLO: Você acredita que a bike elétrica pode levar mais pessoas a utilizarem a bike como transporte?

CLAUDIO: Definitivamente sim. A quantidade de amigos que passou a considerar a ideia com mais carinho depois de conhecerem a bike elétrica é grande. Acho que muitos que estão quase adotando a bike tem como maiores restrições as ladeiras e o suor, duas coisas que a elétrica ajuda a diminuir bastante.

O pessoal também gosta da ideia de você poder pedalar. A bike elétrica fornece um meio termo para quem está sedentário e não quer começar já fazendo muito esforço.

PARACICLO: E o “preconceito” de muitos acharem que uma elétrica, não é uma bike. Você sofreu com isso?

CLAUDIO: Eu acho que fui vítima de “auto-preconceito”. Como pedalo direto faz oito meses e fui obrigado a optar por uma bike elétrica por um problema de saúde, me sinto mal por não sentir mais aquele prazer maravilhoso de avançar pela cidade usando apenas a força do meu corpo.

Vou dizer que sempre abanei e disse “bom dia” para todos os ciclistas que cruzam meu caminho, mas desde que estou com a elétrica me sinto mais retraído. Parece que estou trapaceando. Engraçado é o sucesso que ela faz com os motociclistas, afinal, eles estão habituados a serem propelidos por uma fonte externa e força.

A bike elétrica tem como mote que a velocidade média é mais importante do que a velocidade máxima. É muito engraçado quando estou em uma via com muito trânsito e sinais vermelhos ao lado de, por exemplo, uma moto potente que faz aquele barulhão. O motociclista arranca rapidamente no sinal e some… em seguida eu alcanço ele (a fantásticos 25 Km/h) no próximo sinal. Um dia fomos assim por quatro sinais, acho que ele quase desistiu dos combustíveis fósseis.

Uma coisa que me entristece bastante é a perda de autonomia. A bike agüenta a viagem de ida ou de volta com uma carga, ou seja, não posso fazer outro caminho, nem mesmo cogitar a ideia de participar de uma pedalada com o pessoal. Quando passo pela praça do ciclista nem olho mais.

Com a bike normal eu dava umas esticadas ao sabor do vendo e acabava fazendo 60 Km de pedal em um dia.

PARACICLO: Quanto a performance? Principalmente em subidas, você acha que é satisfatório?

CLAUDIO: Quanto mais leve você for, melhor. Para quem pedala, subir ladeiras com ela é brincadeira de criança. A minha precisa mesmo de alguma ajuda para encarar uma Campinas ou Brigadeiro, mas existem modelos aro 27” que sobem só no motor com facilidade.

Quanto à velocidade, é o que eu falei ali em cima, é um meio de transporte para quem se preocupa com a velocidade média. Volta e meio me perguntam “mas e morro abaixo? Deve voar!”, não é bem assim. O pedal tem marcha, mas o motor (que fica no cubo) não tem, ou seja, na descida a roda gira mais rápido do que o motor, ele fica em falso.

Agora, façamos as contas, é muito mais rápido e seguro ter uma velocidade média alta. Não existe nada mais patético do que um veículo potente se arrastando a 20 Km/h em uma via. Você está usando um veículo otimizado para outra situação, poluindo muito e jogando dinheiro fora.

PARACICLO: Como muitos tenho uma dúvida pessoal, qual o tempo pra carregar uma bateria e quanto tempo ela agüenta? Já ficou na mão por acabar no meio do caminho?

CLAUDIO: A minha bike carrega a bateria em uma tomada normal em religiosas três horas, nunca levou nem mais nem menos (a não ser que já tivesse carga). A primeira bateria que comprei tinha defeito, começou a acabar bem na hora que eu chegava na ladeira para a Av. Paulista. Estava na garantia, troquei e agora ela agüenta exatamente até onde preciso (ufa).

Minha rotina é chegar no trabalho e colocar para carregar, meio dia está cheia. Ao chegar em casa é a mesma coisa, colocar para carregar. Se eu esquecer de carregar não saio de casa no dia seguinte.

As pessoas perguntam quanto tempo ela dura. Isso é muito relativo. Eu prefiro falar em distância. Em um ambiente ideal ela faz quase 40 Km, comigo, no meu caminho cheio de sinais de trânsito (arrancadas gastam muito) e subidas, faz 12 Km.

Mais uma vez lembro que existem modelos mais poderosos (bikes de até 5 mil reais) que vão mais longe e mais forte.

PARACICLO: A manutenção dela é simples como as bikes comuns? No caso da sua, tem assistência técnica em diversos locais?

CLAUDIO: Tudo menos o motor e os cabos é exatamente igual a uma bike comum. A assistência técnica é feita pelo importador que, felizmente, fica bem no caminho do meu trabalho e atende bem (substituiu a bateria sem grilos).

PARACICLO: A sua é uma elétrica e dobrável, você que já utilizava uma dobrável esta sofrendo muito com o peso da elétrica? E o tempo gasto pra dobrar a bike, aumentou?

CLAUDIO: Minha dobrável normal pesa 11 Kg, a elétrica pesa (com a bateria) 28 Kg. É muito peso. Passei um tempo dobrando ela e trazendo para o escritório, mas agora preferi deixar no estacionamento gratuito da Porto Seguro (muito bom).

Ainda acho interessante ser dobrável, pois mesmo pesada, é pequena e é possível dobrar e colocar no porta-malas de um carro. Isso pode quebrar um baita galho.

PARACICLO: Pra finalizar, você troca uma bike comum por uma elétrica?

CLAUDIO: Pessoalmente espero ficar bom do meu problema de saúde e nunca mais precisar de motor para pedalar, contudo, recomendo fortemente a bike elétrica para quem quer tentar um ótimo meio de transporte alternativo que polui pouco o ar e não faz barulho.

Acredito que do ponto de vista de quem pedala a bike elétrica é uma perda, você está abrindo mão de um ótimo exercício e do prazer que decorre dele (sempre cheguei no trabalho ligadão e muito alegre), mas do ponto de vista de quem é escravo de um carro, é uma maravilha, uma libertação, tanto do trânsito quanto da burocracia (e perigos da velocidade) envolvidos em usar uma moto, mas lembro: não serve para os apressadinhos, a velocidade e o seu comportamento é igual ao dos demais ciclistas.

OBS.: Não esqueçam que hoje tem Bicicletada na Zona Leste. Com bonde as 18:30hrs saindo da Praça do Ciclista e começando as 20:00hrs na Praça Silvio Romero no Tatuapé.
Mais informações http://bicicletada.org/saopaulo-zl

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Referências ciclísticas

Hoje eu quero falar sobre as minhas referências ciclisticas =D.

Quando resolvi usar a bike como transporte comecei a pesquisar sobre na internet, afinal achava que eu estava caminhando pro suicidio, achei que seria a maior loucura que eu iria fazer. Acabei me deparando com um blog chamado Vá de Bike (http://vadebike.org), o autor é o William Cruz, lá ele dá dicas de como lidar no trânsito, fala sobre assuntos ligados ao ciclo ativismo, e claro conta como é a sua vida utilizando a bike como transporte. Eu lia aquilo, mas ao mesmo tempo achava que o cara era o “super-homem” da bike, achava que não seria possível seguir algumas dicas dele, como por exemplo não ficar colado na guia ao andar na rua, mas sim ocupar um pouco mais da faixa, era o tal do impor que você faz parte do trânsito, simplesmente uma dica que mudou minha forma de andar de bike.

Como minha bike era um tanto quanto simples, e estava parada por um bom tempo, e eu estava desempregado, cai no site Escola de Bicicleta (http://escoladebicicleta.com.br). Lá o pessoal ensina você identificar as peças da sua bike, fazer ajustes da parte mecânica, se portar no trânsito, equipamentos de segurança, e também um pouco sobre bike fit (melhorar a postura, ajustando sua bike). Consegui melhorar bastante coisa na minha bike, outras percebi que seria necessário trocar, mas com toda certeza alguns pequenos ajustes que aprendi pelo site me economizaram um dinheiro, e me deram mais segurança ao sair de bike pela cidade.

Andando de metrô, vejo na televisãozinha um grupo de ciclistas só de mulheres, no anúncio mostrava que qualquer mulher poderia usar a bike como transporte, e quem quisesse mais informações poderia acessar o site ou ir conhecer o grupo no 2o sabado do mês na Pr. do Ciclista, esse grupo são as Pedalinas (http://pedalinas.org). Comecei a acompanhar o blog, devo ter lido todos os posts, e querendo ou não compartilhando de algumas experiências. Lá elas falam de como é ser mulher e usar a bike como transporte, dá uma impressão estranha ao falar isso, mas pra uma mulher é muito melhor ouvir experiências de outras mulheres do que de nós homens, existem algumas particularidades pra elas que pra nós podem não fazer sentido.

Percebi mais ainda isso depois que a Andressa (minha namorada) foi conhecer o grupo, ela voltou já bem mais a vontade no trânsito, e dizendo que se sentiu super bem em ver outras mulheres também de bicicleta.

Enfim na internet essas sempre foram minhas referências sobre ciclismo, continuo sempre acessando esses sites, sempre compartilhando essas informações que aprendi. E admiro muito essas pessoas que criaram esses sites, talvez eles não imaginem quantos acabam se espelhando neles.

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Pra que pedalar sozinho? Acompanhado é mais gostoso!

O ser humano e a sua vontade de falar. Andando de bicicleta isso não muda. Quem é acostumado a andar sozinho, e anda em um grupo de amigos não quer outra vida. Sim, sim, salvo algumas vezes que queremos treinar no nosso ritmo, mas isso é pra outro post.

Enfim, quando comecei a usar a bike como transporte, sentia necessidade de compartilhar informações, de aprender como as pessoas mais experientes andam, quais os macetes, quais as dicas que eles tinham pra me passar.

Até que conheci a Bicicletada, mas como era uma vez por mês apenas, e estavamos no começo do mês, eu precisava de uma solução rápida. Perguntei para o pessoal da comunidade da Bicicletada no orkut, e a Natalia me mandou um link com todos os passeios noturnos da cidade São Paulo. É este mesmo link que esta aqui em baixo.

Como era uma segunda-feira vi um passeio leve de um tal de CAB (Clube dos amigos da bicicleta), procurei no google maps (um anjo nas nossas vidas =D ) como faria pra chegar e lá fui eu. O passeio era leve, bem tranquilo, com pessoas de todas as idades, logo me habituei com o pessoal, recebi algumas dicas e senti o gosto de como era pedalar em grupo.

Se quiser ver mais sobre como é esse passeio noturno, estou deixando o link de um vídeo feito pelo grupo.

http://castro.com.br/bike/video/pedal_noturno_sp.wmv

Não satisfeito na quinta-feira vi que tinha um tal de Total Bike, passeio de uma loja, que sairia do Paraíso, esse já era moderado, liguei na loja confirmei que iria ter o passeio, a pessoa que me atendeu me incentivou a ir mesmo sendo moderado, e lá estava eu.

Novamente me surpreendi com todos os tipos de pessoas. O responsável pelo passeio era o Luis, que logo me passou várias dicas de como pedalar melhor. Esse já foi um desafio pra mim, e pra minha bike, acho que não estavamos preparados, mas resistimos até o fim. Nesse passeio já pegamos umas subidas mais bravinhas, e eu ainda não estava tão acostumado. Uma outra diferença pra mim, foi o tempo em cima da bike, era um passeio mais longo do que os percursos que eu já tinha feito.

E claro depois fui na Bicicletada, não é bem um passeio, mas não deixa de ser um pedal em grupo. Como já falei em um post anterior fiquei maravilhado com tantas bikes, com tantas luzes e com tanta disposição.

Então você que usava a desculpa de não ter com quem pedalar agora já sabe né?! Acesse o link, escolha seu passeio e bom PEDAL. =)

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Mais uma vez na Zona Leste

Segunda sexta-feira do mês, dia de Bicicletada na Zona Leste, dessa vez me programei melhor e já fui trabalhar de bike, e a deixei no bicicletário da Sé. No dia anterior entrei no orkut pra ver se alguém me faria companhia pelo caminho, e o Adriano me lembrou que tem um bonde saindo da Pr. Do Ciclista que passaria pela Sé, mais precisamente na escadaria do prédio da república.
Lá estava eu as 19h, não demorou muito chegaram o Lessandro e o Mario, e um pouco depois o Adriano. Aguardamos um pouco e começamos o pedal rumo a Pr. Silvio Romero. Descobri alguns caminhos bem legais pra evitar a Av, Celso Garcia, porque ela além de apertada, tem um acumulo de carros infernal em horários de pico.
Durante o caminho em um farol em baixo de um viaduto, surge um morador de rua, ele parou do meu lado e me perguntou até onde iriamos, eu disse até o Tatuapé, ele se surpreendeu, disse que no passado adorava usar a bike, me desejou sorte, abençoou meu caminho e nos despedimos. Parece banal falar isso, mas se estivesse de carro nunca ouviria isso dele, talvez fechasse os vidros, mas de bike a coisa muda. Experimente.
Em pouco tempo já estavamos na nova “Ponte Estaiada” do Tatuapé, o tráfego ainda está interditado, mas nos quebraria um ótimo trecho, nos enfiamos pelos bloqueios e passamos, talvez num futuro não tão distante, não vamos poder andar por ali também.
Chegamos na praça, pessoas vindo pela primeira vez, bem animadas por ter a Bicicletada um pouco mais perto, outros que estão firme e fortes desde a primeira vez. Não aguentei e tive que comer um dog, alias o melhor dog que já comi, um atrativo a mais pra conhecer a Bicicletada.

Dessa vez tinha menos pessoas, mas como da outra vez todos bem dispostos, todos participando.
O caminho foi semelhante ao do último mês, mas dessa vez com um agravante, mais pessoas questionando quem nós erámos, de onde vinhamos, pra onde iriamos e o melhor como poderiam fazer pra participar. Isso é ótimo, conseguimos enfim despertar um mínimo de curiosidade.
Alias no caminho discutiamos isso, pois temos pouca informação da Bicicletada da Zona Leste na internet. Algo que já mudamos um pouco também. Agora se você acessar o http://bicicletada.org já acha uma página pra gente.
Enfim é isso, espero de coração que mais pessoas participem, seja da Zona Leste ou não, e que nosso grupo cresça cada vez mais, afinal é o que percebo qe esta acontecendo com o número de ciclistas. Só aumenta! =)

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