A importância das bicicletas nas escolas

Pouco tempo atrás se deu inicio o projeto “Escola de bicicleta” da prefeitura de São Paulo, onde as crianças terão acesso a uma bicicleta feita de bambu (levíssima e confortável), que será utilizada para fazer o trajeto da escola até a sua casa, supervisionada por um acompanhante adulto experiente. 

Algumas pessoas devem ter se perguntado “por que a prefeitura deve investir em bicicletas?”

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A resposta é até simples, vemos hoje nos noticiários alguns casos de atropelamentos de ciclistas, sejam eles culposos ou dolosos, e muitas vezes isso se dá pela cultura de nosso país, onde a bicicleta é vista como brinquedo e/ou transporte de “pobre”, e que não deveria estar nas ruas. 

Com esse incentivo da prefeitura a criança já cresce junto com a cultura da bicicleta, aprende que com ela chega mais rápido na escola, chega mais rápido em casa, e aproveita mais o dia. Um outro aspecto é que essa criança deixa o sedentarismo de lado, melhora seu condicionamento físico e sua saúde. E ao contrário do que muitos possam dizer, ficará mais disposta para as aulas. 

Em uma visão macro, esse projeto ainda gera empregos. Serão necessários acompanhantes experientes para fazer o trajeto junto a essas crianças, profissionais que irão fabricar essas bicicletas, e também profissionais que irão ensinar sobre a manutenção das bicicletas para as crianças, o que a longo prazo já gerará um conhecimento profissional para essa criança. 

É simples enxergar os benefícios que este projeto trará para a cidade, talvez em um espaço de tempo não tão curto, mas virá. Esperamos também que estas crianças se empenhem em usar bem as bicicletas, que se empenhem em aprender os ensinamentos passados e que mais que isso, sejam multiplicadores dessas informações em suas casas e em sua comunidade. 

Afinal basta um pouco de informação para acabarmos com os preconceitos e mudarmos a forma de pensar.

 

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Quem ditas as regras é o dinheiro e não as leis (por Victor Franzini)

Meu amigo Victor Franzini (@djvihfranzini) parace que gostou mesmo de escrever, mas dessa vez é um desabafo, um apelo pelo que ele vem vivenciando como muitos. Ele utiliza um trajeto da casa dele até o trabalho, que acaba passando por um caminho onde é a SPMar quem é responsável, e outro que é a ECOVias. Agora entendam a forma de tratamento, e o respeito divergentes entre as duas. Segue o texto dele na íntegra.

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Quem ditas as regras é o dinheiro e não as lei

Para chegar ao meu trabalho, eu passo por 2 rodovias e cada uma possui sua concessionária, moro praticamente as margens do Rodoanel no trecho sul administrado pela SPMar e é por ela que começo meu longo trajeto, faço 2 km nessa via e logo na saída dele tem um pedágio. Esta rodovia cobra até veículos de 2 rodas, ou seja não tem caminho livre para a bicicleta passar pelo pedágio, pois o que mais me admira é que assim que estou chegando neste bloqueio, um funcionário sai correndo de dentro da cabine e prontamente abre um caminho para que minha bike passe e isso é todo dia (exceto um que tinha muito caminhão passando pelo sem parar e o funcionário não conseguiu chegar a tempo e mesmo assim ele me pediu um milhão de desculpas), pois bem eis que após passar por esse bloqueio chego até a Imigrantes administrada pela Ecovias, esta concessionária tem um histórico já bem conhecido de nós ciclistas(por exatamente passar por cima da lei), essa estrada tem saídas bem largas, apesar delas serem com velocidade reduzida, nenhum motorista respeita, depois o caminho todo é extremamente sujo, o que vira e mexe causa furos no pneu, mas isso ainda é contornável, o  real problema esta na volta, eis que todas as saídas no caminho de volta(Santos) são pedagiados e essa empresa para “proteger ” aqueles que pagam esses pedágios, fecha descaradamente os acostamentos para que os carros que vão passar pelo bloqueio possam ficar, mas ai eu pergunto, podem desrespeitar o grande numero de pedestres e ciclistas que circulam nesse trecho urbano? Para proteger os carros, eles podem colocar a vida de outras pessoas em perigo? É claro que não, então vamos chamar a policia, ops esses também não podemos chamar, isso mesmo! aqueles que nosso dinheiro paga para nos proteger e fazer cumprir as leis, são coniventes da concessionária  ou seja eles vêem esse abuso e não fazem nada, parece até que o salário deles é pago pela concessionária.

Ai vem minha indignação, sempre vejo os ciclistas falarem de respeitar o motorista, as leis e tal, mas o que vejo é sermos feitos de palhaços, pois ninguém nos respeita, não é possível que não se possa fazer nada, essa empresa esta ai a tantos anos e nunca fez adequações para cumprir o artigo do CBT que diz que eles tem que prover um caminho seguro a todos, as autoridades que também são pagas por nós, não nos defendem, não defendem o interesse do cidadão, estão lá para fazer o que as empresas querem e não para fazer as empresas fazerem o que é bom para o cidadão, se alguém for atropelado numa situação dessa, podemos considerar que foi um acidente intencional?, uma vez que eles estão assumindo o risco de matar.

Eu só tenho que parabenizar a SPMar por me receber tão bem todas as manhas e deixar aqui registrado minha indignação com a Ecovias que me trata como um gasto e lembra-los que o nome concessionária se dá, pois eles estão ganhando com patrimônio publico em troca de melhorias no mesmo e não que eles são donos e ditam as regras por lá apenas para lucrar.

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Como surge um novo grupo?

Resolvi procurar no dicionário a definição de grupo, e é isso que esta escrito lá:

Grupo

  1. Conjunto de pessoas ou objetos, tomados como constituindo um todo ou uma unidade
  2. Certo número de pessoas reunidas
  3. Pequena associação, em geral de índole cultural, recreativa ou desportiva
  4. BIOLOGIA conjunto de seres vivos com certos caracteres comuns que servem de base à constituição das categorias sistemáticas (espécie, gênero, família e etc.)

Ainda tinham mais alguns, mas acho que não cabem aqui serem escritos. Procurei isso com a idéia de saber o que estávamos criando, e percebi que é mais ou menos isso que o dicionário diz. Quando criamos um grupo, começamos a responder como um todo, todos viramos um, e quando viramos um cuidamos dos nossos, cuidamos do novo ser. Filosófico? Um pouco, mas nada que não possamos entender.

Não sei bem como começou, mas sei dizer como eu me integrei ao grupo. Um dia abri o meu twitter e lá estava um tweet do Claudio Kerber (@uclaudiobr) falando sobre rolês com os Geek Bikers, busquei a respeito, e vi que ele quem estava criando um novo grupo de ciclismo urbano para pessoas que tinham em comum o fato de trabalharem com tecnologia, amarem o que fazem, e que acabaram aderindo a bicicleta como transporte (mesmo que não em sua totalidade, mas que já viam na bike uma possibilidade).

Conversei com ele sobre o grupo, e logo fui convidado a participar. No primeiro passeio que fizemos, me vi em algumas pessoas, aquela vontade de aprender a usar a bike, um certo medo, mas no fundo a vontade de liberdade que gritava mais alto. Nos conhecemos, e outros passeios vieram, e junto com eles a necessidade de mostrar porque usamos a palavra “grupo”.

Confiar sua bike a um estranho, confiar talvez sua vida a um estranho (afinal quem arruma sua bike, acaba sendo o responsável por sua segurança), estar no meio do trânsito ao lados dessas pessoas também te traz segurança, entre outras coisas simples que nos fazem bem. Assim percebi que aquilo era muito mais do que apenas um passeio, era uma união que poderia levar por muito tempo, era uma relação forte de amizade.

Através desse simples post, quero mostrar o que acontece quando se está aberto a novos desafios, a novas etapas em sua vida, e porque não, a novas amizades.  Então obrigado a todos que ajudaram, e ajudam o grupo a ficar forte, e a crescer. Que novos passeios sejam feitos, e que ainda possamos derramar muito suor (que nojo!).

Vida longa ao novo grupo! Vida longa ao Geek Bikers!

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Respeite para ser respeitado

Muitos reclamam da falta de respeito dos motoristas, mas e nós ciclistas e nós quando descemos da bicicleta e viramos pedestres, será que mantemos o respeito?

Essa perguntam sempre tem que ser feita, afinal apenas exigir respeito e não exercer, nos torna igual ou pior a quem vemos com maus olhos.

Pensando nisso um amigo, o Victor Franzini (@djvihfranzini), escreveu um texto, onde mostra um pouco de indignação e uma visão. Espero que gostem e pensem de forma diferente.

Respeite para ser respeitado

Eu vejo que a maioria dos ciclistas, pedem respeito por parte dos motoristas, mas ai eu pergunto e nós estamos fazendo nossa parte?

A resposta é a pior possível, por que não estamos fazendo, durante meu trajeto de pouco mais de 40 km diários, eu vejo ciclistas na contra mão, ciclistas andando na calçada e o pior furando o farol e desrespeitando os pedestres.

Ai eu me pergunto, como vamos exigir respeito, se não estamos fazendo nossa parte?

Eu não vou ser hipócrita e dizer que nunca pego contra mão, ou passo pela faixa de pedestre com o farol fechado, porém eu faço com prudência, eu paro e espero não ter mais nenhum pedestre atravessando para me adiantar aos carros e não ser literalmente esmagado por eles, em meu trajeto pego 1 quarteirão no contra fluxo e o mesmo é de intensidade baixa de veiculos, isso se chama respeitar o próximo, o pedestre também faz parte do transito e tem o seu espaço, assim como tantos se esforçam para que tenhamos o nosso, não vamos jogar fora essa luta dos que deram a vida por esse direito, como o caso da Marcia Prado entre outros.

Caros amigos ciclistas, a máxima é verdadeira “o Seu direito acaba aonde começa o do próximo”, então respeite para ser respeitado.

Obs.: desculpem deixar o blog tanto tempo sem novos posts, mas foi um ano corrido e cheio de mudanças, sempre que eu puder vou escrever novas coisas e sempre que quiserem podem sugerir novas idéias, obrigado por acompanharem e boas festas.

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Quanto eu aguento andar de bicicleta?

Esses dias comecei a pensar em quanto já andei por São Paulo de bike, e olha que nem sou dos que mais andou, mas a quilometragem deve ser bem alta. Comecei então a perceber, um tanto sem intenção, de como é importante saber quanto esta andando, a velocidade, entre outros dados, e isso é importante pro profissional do ciclismo, mas também pra você que decidiu usar a bike como transporte.

Você esta lá em seu carro, e decide medir quantos quilômetros seu carro está fazendo por litro, algo bem comum pra quem usa carro, agora imagine a mesma situação pra quem anda de bike, um pouco difícil não é? Não, nem um pouco. Quem anda de bike não usa combustível, mas tem outras necessidade, afinal você irá cansar, e um outro ponto importante que todos pensam o contrário, eu vou demorar muito mais de bike do que de carro.

É aí que essa medição começa a ficar importante. Normalmente nos passeios de bike os organizadores falam a quilometragem e ser percorrida e a velocidade média, e nem sempre temos essa visão de como medir, como mensurar essas coisas, e sempre vamos achar que não estamos preparados.

A minha dica é que você novato comece a medir esses dados, e comece a reparar como anda sua performance, em quanto tempo você anda 5km, se nesse caminho tem subidas, se em um caminho que tenha um percurso mais plano você diminui bem o tempo, mas sempre lembrando, a idéia não é forçar, a idéia é você perceber que já esta preparado pra um determinado esforço.

E como medir? Hoje em dia isso é uma coisa até simples, existem aparelhos no mercado exclusivos pra quem anda de bike, são os odómetros, eles fazem esses cálculos de acordo com o giro da roda, a instalação é bem simples, e com um preço bem atrativo.

Odômetro

Odômetro

Agora se você já tem um celular com GPS, ou até mesmo um GPS, também é possível fazer a medição. Para celulares com sistema operacional Symbian, indico o app SportsTracker, um app de graça que faz muito bem a medição, mostrando velocidade máxima, velocidade média e até altimetria.

Sports Tracker para Symbian

Sports Tracker para Symbian

Para usuários de Iphone e Android, creio que o app mais indicado é o Runkeeper, ele também trará os dados da mesma forma, e cria um histórico que você pode acompanhar.

RunKeeper para Iphone e Android

RunKeeper para Iphone e Android

Comecem a fazer essa medição e vão se surpreender com quanto vocês conseguem andar de bicicleta.

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Com que bicicleta eu vou?

Tenho recebido ultimamente uma mesma pergunta “Qual bicicleta eu compro?” ou a variante “Como escolho minha bicicleta?”, e eu sempre fico em dúvida no que responder, mas na maioria das vezes replico com uma outra pergunta, “Qual vai ser o seu uso?”, e a pessoa sempre fica em dúvida no que responder, ou até questiona se isso faz diferença, afinal ela só quer andar de bike.

Então é assim que a coisa toda se complica, mas a ideia é facilitar, e não complicar, ou melhor simplificar a sua vida.  Realmente a pergunta de qual será seu uso é muito importante, porque existem bicicletas com diferentes finalidades, então não adianta você falar pra mim que vai só dar uma voltinha no bairro, porque bem provável que isso não é o uso que você quer fazer. Uma outra resposta comum é, “me fala uma bicicleta baratinha, até uns 100 reais”, desculpem, mas isso não existe mais, e se existir tome cuidado, a sua diversão pode virar pesadelo.

Vou começar só falando um conceito pra entenderem onde quero chegar, vamos supor que você quer comprar um carro, mas seu uso será para trilhas, o que te vem na cabeça? Um carro pequeno, um carro baixo, pneus lisos, com cara de frágil? Acho que não. Então imagine agora isso pra uma bicicleta, será que tem diferença? Algumas poucas, mas o conceito é quase o mesmo.

Vou colocar aqui 3 “modalidades” de uso, que creio que sejam as principais quando se pensa em bicicleta, são as bikes urbanas, as speed e as mountain bike.

Bicicleta urbana

Bicicleta urbana

As bikes urbanas, como o próprio nome já diz, são bikes projetas e pensadas para o uso na cidade, onde geralmente se encontra asfalto, e poucas (mentira!) obstruções no percurso. Geralmente são bicicletas com um mínimo de conforto, e uma aerodinâmica mais confortável. Em cidades onde se tem pouca ou nenhuma inclinação, muitas vezes o uso das marchas é desnecessário, porém como moro em São Paulo e aqui é uma ladeira atrás de outra, o uso da marcha deixa o pedalar mais confortável e porque não dizer dinâmico. Essa é a bike ideal pra quem quer usar a bicicleta como transporte.

Bicicleta speed

Bicicleta speed

As bikes speed, são as bicicletas que chamávamos de Caloi 10 (isso antigamente), são bicicletas mais esguias, com pneus bem mais finos para diminuir o atrito com o solo, e a aerodinâmica apropriada para cortar o ar, e também diminuir o atrito do ciclista. Essas bicicletas são utilizadas em competições onde a velocidade é o principal atrativo. Existem muitas pessoas que utilizam essas bicicletas em cidades, como transporte diário, porém pode se sofrer com os buracos, pela falta de amortecimento, mas o pedalar com ela é simplesmente magnífico e leve.

Mountain bike

Mountain bike

E por último, mas não menos importante as mountain bikes, que se popularizaram em nosso país, eu diria até de forma errônea, porém muito útil. Essas bicicletas tem um apelo mais robusto, normalmente com maior amortecimento, tanto por suspensões dianteiras, como traseiras (no quadro), possuem um maior número de marchas, pra nunca deixar o ciclista na mão em situações onde se exige mais força, em subidas muito íngremes, como são os casos de regiões montanhosas, os pneus possuem cravos, que se agarram e se adaptam ao solo, que pode ser barro, areia, pedregulhos, e até o asfalto. É também uma bicicleta mais pesada pelo maior número de equipamentos que possue.

Então voltando ao inicio, qual vai ser o seu uso?

 

 

Ai você me fala se eu comprar uma mountain bike não vou poder usar no asfalto? Claro que pode, porém se o seu uso for somente esse seria melhor escolher um outro tipo de bicicleta. E também cabe para uma speed em um terreno cheio de pedras, será que não seria melhor uma bicicleta com suspensão?

Minha idéia aqui, é explicar os diferentes tipos de bicicletas, claro que existem outras modalidades, e até nessas que falei podem surgir ramificações, mas as três pra se começar a entender são essas. Analise o seu uso. Você gosta de fazer trilhas, gosta de andar em estrada, ou só quer usar como transporte para seu trabalho ou seu estudo, acredito que para cada uma dessas opções eu tenha te mostrado uma melhor opção de bicicleta, então não se intimide, procure testar o maior número de bikes antes de comprar a sua, peça a ajuda de quem já tem uma certa experiência no assunto, e mais do que nunca, compre uma uma bicicletaria (bike shop) de confiança, evite comprar em lojas de grande varejo, eles não são especializados nesse assunto como as bicicletarias, e estas poderão te fornecer mais informações e variedades na sua compra.

Aproveite que esse é o mês do dia mundial sem carro (dia 22 de setembro) e já se prepare para experimentar uma nova forma de curtir esse dia. Viva simples.

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Socorro 24h para você e sua bike

Você já tem uma bicicleta, mas morre de medo de sair com ela por medo de ficar na mão?

Se você tem um carro com seguro da Porto Seguro, resolveram o seu problema.

Já viu os benefícios que estão inclusos no seu seguro? Muita gente não.

Meu amigo Eduardo me mandou um link por e-mail todo empolgado perguntando se eu já sabia dos benefícios da Porto Seguro pra quem além do carro também usa a bike como transporte, o link é exatamente este:

http://www.portoseguro.com.br/porto-seguro/produtos/automovel/seguro-auto/vantagens-e-beneficios/para-voce/porto-socorro-bike.html

Pra quem possui seguro para determinados tipos de carro, já tem junto um serviço de socorro para bicicleta 24 horas. Esse socorro inclui troca de corrente, ou manutenção desta, manutenção de câmara da bicicleta, manutenção dos freios ou troca de sapatas e cabos, e também caso o estrago seja feio e não de mais para usar a bike, uma carona até a sua residência, já “guinchando” sua bike.

Eles também oferecem o serviço de montagem da bike, mas necessita de nota fiscal ou manual da bike. Nesse ponto ainda gosto de ressaltar que o melhor é procurar uma bicicletaria, onde os profissionais só trabalham com isso e já estão acostumados a entender as necessidades do cliente, e claro, utilizando uma bicicletaria você ajuda com no crescimento do ramo, que já não é tão grande.

Mecânico da Porto Seguro

O legal é que se for apenas uma manutenção, provavelmente o cara que vai te ajudar, estará de bike e quem sabe você até ganhará umas dicas. Em São Paulo já é comum ver ciclistas com bikes e roupas da Porto Seguro, creio que sejam eles quem faça esse tipo de serviço.

E só pra lembrar a Porto Seguro já tem histórico de empresa amiga da bike, afinal eles ajudaram no projeto de aluguel de bikes em São Paulo.

Ai você vem e fala, poxa o Daniel ta fazendo propaganda da Porto Seguro? Não, não estou fazendo propaganda, e muito menos ganhando algo com isso. Apenas acredito que serviços diferenciados, que possam mudar o pensamento da população, nem que seja um mínimo devem ser divulgados. E peço ajuda a vocês que lêem o blog, se souberem de mais alguma empresa que faça esse tipo de serviço, por favor me falem, ou deixem o seu comentário para que outros vejam.

Esse serviço pode encorajar que outra pessoa aos poucos se torne usuário da bike, muito provável que ela nem vá utilizar esse socorro, mas só pelo fato de ter na cabeça que pode contar com essa ajuda, já perde esse receio.

Então pra quem já tem o seguro da Porto Seguro, veja se tem direito a esse beneficio, e leve sua bike pra passear um pouco. E se quiser companhia, lembre-se de mim. =D

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Descida (ou quase isso) pra Santos

Há três semanas atrás me chamaram pra descer pra Santos, falaram que seria meu batismo de cicloviagem. Já haviam me chamado diversas vezes, e sempre calhava de algum compromisso na mesma data, e até da falta de grana pra arrumar algo na bike, mas dessa vez coloquei na cabeça que eu teria uma semana pra me preparar e arrumar mais pessoas pra me acompanhar. Enfim planejei tudo.

Na sexta-feira véspera da cicloviagem, tinha planejado de levar a bike pra uma revisão, tudo começou a dar errado, reuniões no trabalho, atrasos e imprevistos, tudo que uma pessoa que deixa as coisas pra última hora já esperava. Acabou que eu mesmo fiz uma revisão geral.

O céu estava querendo nos assustar

Chegou o sábado da manhã da viagem, a previsão era de chuva, mas eu já não estava ligando, estava com a cabeça bem cheia, stressado, e quase sem vontade de ir. Cheguei ao local marcado, Habib’s do Jabaquara, encontrei os amigos, e chegamos a conclusão que seria no mínimo divertido. Passado pouquissímo tempo começou a esfriar, e olhando pro céu a impressão não era nada boa.

Para evitar problemas com policia, ou algo do tipo, começamos a sair em pequenos grupos, até que chegamos na estrada. Eu nunca havia pedalado na estrada, você vê o horizonte, e tem a ciência que esta bem longe do seu destino. Começa a passar pequenos pensamentos na sua cabeça,  será que a bike vai aguentar? Será que eu vou aguentar? Todos estão bem? E você vai seguindo.

Ainda tinha muito chão pela frente, com garoa e neblina

Ainda tinha muito chão pela frente, com garoa e neblina

Em muitos trechos acabamos pedalando sozinhos, o que é muito bom pra refletir, pra perceber o que você é em relação ao mundo, tão frágil, tão pequeno, ao mesmo tempo que vê a vida te dando inúmeras possibilidades.

Paramos em um posto pra encher o pneu de um amigo, quando ele olhou o meu disse que estava murcho, resolvi aceitar a ideia e calibrar mais, foi um milagre e um aprendizado, pneus na estrada bem calibrados rendem bem melhor, afinal não tem buracos. E uma outra coisa, um chocolatinho da uma ajuda tremenda no meio do pedal.

Passamos por um pedágio onde haviam policiais, passamos tão em silêncio, que eles mal nos viram, nem nos questionaram de nada. Pedalamos mais alguns quilômetros e chegamos ao Rancho da Pamonha, foi a primeira parada com fins de descanço, e também pra juntar o pessoal.

Você acha que alguém estava cansado ou triste?

Abastecidos e com novo fôlego seguimos a viagem, haviam dito que faltava pouco pra começarmos a realmente descer pra Santos, digo isso porque o percurso é um tanto mentiroso quando se fala em descer pra Santos, acredito que até esse momento tinhamos pego uma única descida, o resto eram subidas bem leves e retas. Até chegarmos na Estrada da Manutenção. Logo de cara pegamos uma subida cheia de pedras, e lá foi a minha primeira patinada e frio na barriga, meus pneus street não ajudam muito nas pedras, e quase fui pro chão.

Aqui da pra sentir o quanto tava liso

Chegamos enfim as descidas, um rapaz que já era mais experiente juntou o grupo e pediu pra que todos tomassem cuidado, e não abusassem da velocidade. Tinha garoado bastante, e a estrada não tem tanta manutenção como o nome diz, o que deixa muito limo, com a garoa aquilo virou um sabão.

Só assim pra parar e tirar foto em uma cachoeira

Comecei a descida e me senti uma criança andando de bike pela primeira vez, a paisagem era gostosa, o ar estava gostoso, e a sensação de liberdade era enorme. Afinal estava fazendo uma viagem dependendo apenas das minhas pernas e da minha bike. Nesse trajeto vi uma paisagem linda, que remete ao que o Brasil tem de “sobra”, mas que as pessoas pouco valorizam, nossa flora. A Estrada da Manutenção passa pelo Parque Ecológico, que poderia ser melhor conservado e com menos intervenção humana, mas que nos mostra como a natureza é bonita. Passar de bike ao lado de uma cachoeira, e beber água de uma fonte, não tem viagem de carro ou ônibus que faça.

Após muita descida e muitas subidas, sim tem alguns paredões no meio da descida, chegamos ao final da estrada. Nesse trecho lembrei que precisava de repelente, fiquei cheio de picadas de borrachudo, mas foi bom pra me preparar melhor para a próxima viagem. Como havíamos chego rápido esperamos uns 30 minutos o resto do pessoal, ninguém mais aparecia, então resolvemos fazer o resto do percurso em 6 pessoas.

Andamos bastante na estrada ao lado de carros, caminhões e ônibus, reparei que na baixada Paulista o respeito é até maior, creio que pela grande quantidade de pessoas que usam a bike como transporte, claro que nós de capacetes e com bagagem chamamos atenção das pessoas, mas pareciam olhar pra gente com uma certa admiração.

Enfim, a praia

Após 7 horas, finalmente vimos a praia, naquele momento o que mais queríamos ver era um prato de comida, estavamos famintos. O desgaste da viagem é grande, mas a satisfação é maior ainda.

Resumindo quem tiver oportunidade vá fazer uma viagem desse tipo, é muito gostoso, de verdade. Porém vá com um grupo onde tenha pessoas experientes, e respeite o que eles te falarem. Lembre-se de revisar a bike, principalmente os freios, você vai precisar deles. Agora se não sabe nem por onde começar, visite no orkut a comunidade “Passeios ciclisticos em SP“.

Valeu Claudio e Sato, por me acompanharem nessa! E também aos outros que fizeram parte da viagem.

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Um mês cheio de mobilidade

Esse mês tivemos muitas discussões ao que se diz respeito a mobilidade urbana, com diversas palestras e o assunto em pauta. Com isso é automático falarmos sobre bicicletas, afinal muitos países já perceberam que nela esta a salvação pra muitas coisas.

Paraciclo externo no SESC, dentro também tinha mais bikes (foto por Vá de Bike)

Fui ao máximo de palestras que consegui começando pela sobre “Mulheres e a bicicleta” (que já fiz um post sobre). Na semana seguinte fui a uma palestra no Sesc Pinheiros, que teve a presença do David Byrne e de outras pessoas formadoras de opinião. Ouvimos falar muito sobre experiências com bicicletas em grandes cidades no mundo e as particularidades em cada uma delas, e uma coisa me chamou atenção a expressão “cidade para pessoas” começou a ter um sentido bem maior pra mim. Esse termo é usado para cidades que deixaram de pensar em cidades que facilitem o uso da cidade para os carros e passam a pensar no bem estar das pessoas, afinal olhe a sua volta, quanto espaço esta utilizado por carros ou é destinado parra eles? E sim, esse espaço poderia ser uma praça, um parque e até uma quadra.

Isso tudo me chamou atenção, o David Byrne comentou que nos EUA fizeram um teste e fecharam uma grande avenida e convidaram as pessoas a irem até ela, e o resultado foi o esperado, as pessoas usaram aquele espaço antes destinado a carros para seu lazer, o comércio a principio não gostou, mas percebeu depois que o número de vendas subiu, o que prova que nem sempre vale uma loja em uma grande avenida movimentada por carros, se as pessoas não saem deles.

Parece que os carros ocupam um pouco mais de espaço

O Eduardo Alcantara lembrou que jogava bola nas ruas do Itaim, hoje algo impraticável, e o secretário de transportes mostrou que a prefeitura esta de olho nesta mudança, e que jà tentam implantar projetos pra ajudar a integrar esse compartilhamento das ruas entre automóveis, bicicletas e pedestres, mas apontou a dificuldade que se tem devido a burocracia e a cultura do brasileiro.

Na outra semana tivemos um ótimo papo com o William Cruz, que escreve o blog Vá de bike e com a Soninha. O William falou sobre as vantagens de se usar a bicicleta como transporte, mais que isso, mostrou que além de totalmente possível não requer tantas coisas como as pessoas pensam, pois ele mesmo estava vestindo a roupa de trabalho (camisa, calça de sarja e sapato), resumindo desmistificou muita coisa que as pessoas pensam, e nós ciclistas urbanos sempre tentamos mudar.

Censo demográfico de São Paulo do ano 2000, os locais escuros é onde concentra a maior parte da população

A Soninha veio dizer de mais uma coisa que me chamou atenção, aumentar a população na região central, afinal hoje o centro é marginalizado e visto com maus olhos, mas tem uma riqueza cultural enorme. Ela comentou que existem projetos pra isso, mas que muitas vezes demora muito ou cai no esquecimento nos processos burocráticos. O ganho disso é pra toda cidade, pois torna a cidade mais segura e mais simples, como ela disse as pessoas hoje moram e trabalham em locais muito distantes, o que gera um gasto desnecessário de investimento público, causa insatisfação da população e uma má qualidade de vida. Enfim um assunto a se pensar e a se cobrar, porque precisa de investimento do setor privado e também do público.

A interação do homem com a natureza

E por último tivemos as palestras sobre cicloturismo, mostrando que a prática de usar a bicicleta além de ser um transporte, é um equipamento que te auxilia na integração com a viagem, com a cultura e com os habitantes do local. Uma viagem de bicicleta é mais proveitosa, desde o seu início, pela sua visão do meio, pela sua percepção do que ocorre ao redor. O Serginho presidente do CAB (Clube amigos da bicicleta) disse que ao chegar as lugares de bike era melhor recebido, e o Guilherme Cavallari da Kalapalo explicou, normalmente os locais onde fazemos cicloturismo é no interior dos estados, onde a população é mais humilde, então quando se chega de carro ou com outro meio de transporte você apenas usou seu dinheiro pra tal, agora quando se chega de bike e esta estampado no rosto todo seu esforço para estar ali, o morador te admira e te trata com respeito. Resumindo, o que precisamos começar a pensar é em soluções que simplifiquem nossas vidas e que as torne mais prazerosa. Li uma frase essa semana que retrata que algo esta errado, segue:

“É muito surpreendente que a nossa sociedade chegou a um ponto onde o esforço necessário para extrair petróleo do solo, enviá-lo para uma refinaria, transformá-lo em plástico, moldá-lo de forma adequada, transportá-lo de caminhão para uma loja, comprá-lo, e trazê-lo até sua casa, é considerado menos esforço do que o necessário para lavar a colher quando tiver terminado de usá-la.”

 

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Quem realmente é louco? Por Victor Franzini

Ontem um amigo, o Victor Franzini, me disse que tinha escrito um texto que esta amarrado dentro da cabeça dele, quando recebi me surpreendi e pedi para postar no blog.
Antes de mais nada só queria falar o começo da história, porque pode servir de lição de vida pra algumas pessoas. Quando comecei a andar de bike foi para encontrar o Victor e mais outros amigos, quando ele me viu chegar de bike brincou “daqui a pouco estará de capacete e com paralamas na bike”, mas em um tom de eu nunca faria isso. A 2 meses ele resolveu comprar uma bike e começar a trabalhar todos os dias que aguentasse, e me consultou pra realizar a compra, e no momento da compra já pediu o capacete e o paralamas (risos).
Hoje 2 meses depois ele pedala por volta de 40km todos os dias e passa por locais bem ruins de trafego. E só pra lembrar ainda conseguiu levar a irmã dele pro mesmo caminho =)
Segue o texto dele.

Victor e a nova companheira

Você é louco Alemão? Esta foi a frase que escutei de um amigo quando comprei a bike. Ai esses dias resolvi usa-lá para fazer algumas comparações.
Queria lembrar que não sou um cicloativista e não pretendo ser, tenho carro e uso quando tenho real necessidade, uso a bike para meu benefício, resolvi mudar por mim e não pelo mundo e o mais importante não estou tentando convencer ninguém a andar, cada um com suas escolhas!

Tempo gasto com caminho ida/volta trabalho
Bike – 1:10h ida – 1:15h volta
Onibus – 1:40h ida – 2:00h volta
Carro – 1:10h min ida – 1:15 volta (com sorte se não pegar um congestionamento)

Alguns dados que consigo medir, calculei com os 15 dias trabalhados, lembrando que um mês tem em torno de 20 dias trabalhados.

570 km pedalados
3 tanques cheios – 283.5 Reais
Estacionamento(já com o valor de subsidio da empresa descontado) – 67.5 reais
Academia – media de uns 60 reais
Pedagio: 21 Reais

total de economia: 432 reais (quanto é a prestação do seu carro mesmo? e o seguro?)

Voltei a comer bem denovo, sem precisar regular nada, perdi 2 kg, não medi, mais apartir dos 3 cm que diminuiu na barriga, eu acredito perdi uns 4-5 kg de gordura e a diferença ganhei em massa magra.
Nunca mais cheguei atrasado no trabalho por causa de paralizações, congestionamentos ou coisas do tipo,
contando que o tempo que eu perdia no trânsito, eu uso para uma atividade física, eu ganho em torno de 1hora, 1:30 hora que não preciso ir para a academia.
Meu trabalho começou a render muito mais, afinal o contrário do que as pessoas pensam, eu chego elétrico no trabalho, e não cansado.
Não fico me amontuando em ônibus e metrô (vou te dizer que isso sim cansa pra caramba),não tenho nem como mensurar os benefícios que ganho para minha saúde.

Ai eu pergunto, afinal quem é louco? Eu ou você de andar de carro/onibus? rs

Abraços e bom dia amigos!!!

TWITTER @djvihfranzini

Obs.: Só pra lembrar semana que vem é a última sexta-feira do mês, e como esta acontecendo a Campanha do agasalho, o pessoal estará arrecadando la mesmo na Bicicicletada, que concentra as 18h na Pr. do Ciclista.
Quem puder levar agasalhos por favor não se sinta acanhado, e não precisa estar de bike, pode ser a pé, de moto, de carro, ou de transporte público, o importante é ajudar.

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